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jornal médico   |   estaDo Da arte na Dor crónica


         Uma nova perspetiva sobre



         o tratamento da lombalgia crónica









                                                 o facto de a dor permanecer por um período   “As lombalgias
                                                 superior  a  seis  semanas  e  o  aparecimento
                                                 de  sintomas  como  febre,  arrepios,  suores  integram o ‘top
                                                 noturnos ou perda de peso. Importa ainda   10’ de motivos
                                                 identificar se, ao contrário daquilo que seria   de procura de um
                                                 de esperar, a dor agrava com o repouso ou
                                                 durante o período noturno e se terapêutica  especialista de MGF”
                                                 analgésica é ou não eficaz. Do ponto de vis-
                                                 ta físico, há outros motivos de preocupação,
                                                 tais como sintomas de hipo ou hipertensão   tiva e neuropática. Neste contexto, Palexia
                                                                                                                             ®
                                                 extrema ou o surgimento de massa pulsátil,   retard  apresenta-se  como  uma  mais-valia
                                                 o que pode relacionar-se com a ocorrência   muito  importante  no  tratamento  do  doen-
                                                 de um aneurisma.                        te com lombalgia crónica, uma vez que tem
                                                 Um doente com histórico de neoplasia, imu-  dois  mecanismos  de  ação  sinérgicos:  é  um
                                                 nossuprimido, que tenha sido submetido a   agonista do recetor μ-opiode (MOR) e um ini-
                                                 determinados tipos de procedimentos cirúr-  bidor seletivo da recap tação da noradrenali-
                                                 gicos, que apresente perda de sinais focais   na (NRI).
                                                 ou  retenção  urinária  constitui  igualmente   Até ao aparecimento deste fármaco era ne-
           paulo felicíssimo                     motivo de alerta.                       cessário realizar diferentes tratamentos para
           diretor do Serviço de ortopedia                                               a componente neuropática e para a compo-
                                                         ®
           do Hospital prof. doutor fernando fonseca  PaLexia  retarD no tratamento      nente nocicetiva da dor, pelo que Palexia®
           presidente da union Européenne des    Da LombaLgia                            retard representa um avanço na abordagem
           médecins Spécialistes (uEmS)          Tratar a patologia depende, em larga escala,   da lombalgia crónica. Palexia® retard permi-
                                                 da sua etiologia. Há tratamentos farmacoló-  te um forte alívio da dor, com um perfil de to-
                                                 gicos que resolvem o problema da dor, tais   lerabilidade favorável, sendo que este equi-
                                                 como relaxantes musculares, anti-inflamató-  líbrio se reflete, obviamente, no aumento da
                                                 rios e analgésicos com componente nocicep-  qualidade de vida dos doentes.

         A  lombalgia  faz  parte  de  um  conjunto  de
         situações  que,  com  elevada  frequência,  le-
         vam  os  doentes  a  procurar  ajuda  médica.
         Os dados epidemiológicos indicam-nos que
         esta patologia integra o “top 10” de motivos
         de procura de um especialista de Medicina
         Geral e Familiar. Estima-se ainda que mais
         de 90% da população sofra, ao longo da sua
         vida, de pelo menos um episódio da doença.
         Existem, contudo, diferenças claras entre
         as  lombalgias  agudas  e  crónicas.  No  pri-
         meiro caso, grande parte das situações são
         idiopáticas e autolimitadas, o que significa
         que, mesmo que não haja um tratamento
         dirigido à etiologia da doença, esta acaba
         por  se  resolver.  No  entanto,  em  grande
         parte dos casos não é possível identificar
         o seu mecanismo ou etiologia.
         Na  lombalgia  crónica  é  frequente  a  coe-
         xistência  da  componente  nocicetiva  e  da
         componente neuropática da dor, sendo um
         exemplo o caso das hérnias discais.
         No momento de  diagnosticar e  tratar a
         lombalgia  crónica,  o  especialista  deve  es-
         tar atento a algumas red flags relacionadas
         com a história do doente que podem ajudar
         a identificar situações graves ou potencial-
         mente graves, como a queixa de dor antes
         dos 20 anos ou depois dos 50 anos de idade,


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