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Cláudia Brito Marques | claudiamarques@jornalmedico.pt ENTREVISTA | Jornal Médico
facilmente conseguimos trabalhar na sua doente?”. De seguida: “Que impacto terá na
aprovação junto do Infarmed. Tivemos, nes- sociedade e na nossa reputação?”. E final-
se sentido, alguns sucessos recentes. mente: “Qual o resultado numa perspetiva
O grande problema em Portugal prende-se de negócio?”.
com a demora na aprovação e comparticipa- A herança nipónica leva-nos também a ope-
ção dos fármacos. Todos reconhecemos que rar com os olhos postos no longo prazo. A
os tempos são excessivos: dois anos e meio nossa atuação projeta-se a 10/20 anos, nun-
para aprovar um tratamento oncológico é ca a curto/médio prazo.
demasiado! É por isso animador ouvir o Sr.
ministro da Saúde dizer que está empenha- JM | Atualmente, quais são os produtos
do em acelerar estes processos. mais “robustos” no pipeline da Takeda?
A Takeda está aqui para fazer a sua par- O grande problema RL | Temos uma terapêutica para o can-
te neste processo: providenciar dados de em Portugal prende- cro do pulmão de não-pequenas células
qualidade, bem como negociar um preço ALK-positivo (brigatinib) que deverá ser
“justo”. -se com a demora aprovada em Portugal este ano e que vem
na aprovação dar resposta a uma necessidade até agora
JM | Quais os valores impressos no ADN e comparticipação por responder.
da Takeda enquanto companhia farma- Temos ainda um produto para doentes
cêutica? dos fármacos. Todos que sofrem de fístula perianal complexa
RL | Somos uma empresa com 235 anos, reconhecemos – o Cx601 (darvadstrocel) –, desenvolvido
fundada no Japão e temos uma filosofia – o em parceria com a companhia espanhola
“Takeda-ismo” – que consiste num conjunto que os tempos são TiGenix, que também está em fase avança-
de valores. A saber: Integridade, Justiça, Ho- excessivos: dois anos da de investigação (fase III) e para o qual
nestidade e Perseverança. Para nós, a forma e meio para aprovar esperamos a aprovação pelo Infarmed ain-
como tomamos decisões é determinante: da este ano. Trata-se de uma terapêutica à
priorizamos, colocando sempre o doente um tratamento base de células estaminais, logo, bastante
em primeiro lugar e no centro. Quando to- oncológico é inovadora.
mamos uma decisão, a primeira pergunta Esperamos tornar estes dois produtos dispo-
que colocamos é: “O que é que isto fará pelo demasiado! níveis no mercado português em 2018.
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Dezembro 2017

