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Cláudia Brito Marques | claudiamarques@jornalmedico.pt                                 ENTREVISTA   |  Jornal Médico



                                                                                         JM  |  Após  um  ano  no  nosso  país,  aos
                                                                                         comandos da Takeda, que conquistas
                                                                                         já realizou e o que espera vir ainda a
                                                                                         alcançar?
                                                                                         RL | De um ponto de vista pessoal, estou
                                                                                         a ter aulas de português duas vezes por
                                                                                         semana e já consigo ler e perceber razoa-
                                                                                         velmente bem algumas conversas. Falar é
                                                                                         que se está a revelar um pouco mais difí-
                                                                                         cil [risos].
                                                                                         Numa  perspetiva  profissional,  é  preciso
                                                                                         notar que comecei com uma base de nove
                                                                                         colaboradores e nenhum lançamento/
                                                                                         aprovação e comparticipação de qualquer
                                                                                         dos nossos medicamentos… Na Takeda,
                                                                                         temos trabalhado bastante para transfor-
                                                                                         mar e melhorar a presença em Portugal,
                                                                                         sempre com a nossa missão em mente:
                                                                                         sermos reconhecidos como os melhores no
                                                                                         setor em que atuamos. Tentamos construir
                                                                                         e preservar um forte espírito de equipa,
                                                                                         sempre com o doente no centro.
                                                                                         Queremos continuar a apoiar a Oncologia
                                                                                         e a Gastrenterologia, pelo que, para tal,
                                                                                         contratámos reforços – mais do que dupli-
                                                                                         cámos em dimensão face ao ano anterior
                                                                                         – e estamos muito satisfeitos por poder-
                                                                                         mos contribuir para a criação de empre-
                                                                                         gos altamente qualificados em Portugal.
                                                                                         Temos trabalhado muito bem com o Infar-
                                                                                         med e esse trabalho já deu frutos: a com-
                                                                                         participação  de  duas  terapêuticas  (uma
                                                                                         para  o  linfoma  de  Hodgkin  e  outra  para
                                                                                         a DII). Esta foi e é uma enorme conquis-
                                                                                         ta para a nossa equipa e para os doentes
                                                                                         portugueses.
                                                                                         Durante 2018 vamos expandir ainda mais
                                                                                         a nossa presença a nível nacional. Pre-
                                                                                         tendemos contratar pelo menos mais cin-
                                                                                         co  colaboradores  e  temos  previstos  três
                                                                                         lançamentos para este ano em  Portugal:
                                                                                         um medicamento para o tratamento do
                                                                                         mieloma múltiplo e os outros dois que já
                                                                                         mencionei, nas áreas do cancro do pul-
                                                                                         mão e das fístulas perianais (brigatinib e
                                                                                         darvadstrocel). Esperamos, por isso, con-
         A Takeda tem estado à procura de outras   JM | Certamente que já teve oportuni-  tinuar a crescer.
         oportunidades, em Portugal, para desenvol-  dade de fazer um RX ao Serviço Nacio-
         ver ações de responsabilidade social. Consi-  nal de Saúde (SNS). Quais diria que são   JM | Gostaria de dirigir uma mensagem
         deramos particularmente importante estar   as suas principais forças e fraquezas?  final aos nossos leitores?
         junto das associações de doentes, nomeada-  RL | Relativamente ao SNS estou particular-  RL | Gostaria de transmitir a garantia
         mente  nas  áreas  da  Gastrenterologia e  da   mente bem impressionado com a qualidade  de que a Takeda faz tudo ao seu alcance
         Oncologia, como parceiros regulares.    dos  cuidados  clínicos  prestados,  decorrentes   para ser um parceiro honesto. Queremos
                                                 da excelente formação dos médicos portugue-  trabalhar com integridade, trazendo tera-
                                                 ses. Nas áreas em que a Takeda atua – Gastren-  pêuticas inovadoras aos médicos e doen-
                                                 terologia e Oncologia – o conhecimento cien-  tes portugueses, trabalhando lado a lado
         Temos previstos três                    tífico e o compromisso do médico para com o   com o Infarmed e com o SNS para que tal
         lançamentos para                        seu doente são do mais alto nível.      aconteça.
         2018 em Portugal,                       Por oposição ao sistema de saúde norte-ameri-  Reconheço  a  enorme  qualidade  técnico-
                                                 cano, em Portugal o acesso à saúde é universal,
                                                                                         científica e o sólido compromisso que os
         nas áreas do                            o que também é uma mais-valia.          médicos portugueses têm para com os
         mieloma múltiplo,                       Diria que uma das grandes fraquezas do SNS  seus doentes, não só pelas funções que
                                                                                         desempenho
                                                 se prende com a dificuldade no acesso à ino-
                                                                                                                           mas
                                                                                                       profissionalmente,
         cancro do pulmão                        vação, motivado em grande parte pelos cons-  muito em particular após uma experiên-
         e das fístulas                          trangimentos económicos. Portugal e os profis-  cia pessoal com as minhas filhas, em que
         perianais complexas                     sionais de saúde portugueses são exímios em   tive que recorrer ao SNS para que rece-
                                                                                         bessem cuidados de saúde.
                                                 fazer muito com pouco…
                                                                 19
                                                             Dezembro 2017
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