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Jornal Médico | ENTREVISTA
JM | Quais prevê que sejam, numa pers-
petiva nacional e em termos globais, as
tendências do mercado farmacêutico a
curto/médio prazo?
RL | A chave para que o setor farmacêutico
continue a crescer é a inovação. Se olharmos
para o mercado vemos que, em termos de
dimensão este se tem mantido “flat”, devido
à enorme pressão por parte dos governos e
das autoridades no sentido de uma redução
de custos e de uma melhor gestão dos cuida-
dos de saúde.
Acho que a grande oportunidade para as
companhias farmacêuticas poderem cres-
cer se prende com a sua capacidade de
aportarem inovação e de disponibilizarem
terapêuticas efetivamente diferentes e
inovadoras, em áreas de grande necessi-
dade de resposta.
Este tem sido o nosso principal desafio, con-
substanciado em investimento em inves-
tigação para conseguir chegar à inovação.
Neste sentido, a Takeda está focada em três
áreas-chave – Gastrenterologia, Oncologia,
Sistema Nervoso Central (SNC) – e ainda
temos um programa/departamento de Va-
cinas. Tenho a certeza que colocar o nosso
esforço e investimento investigacional nes-
tas três áreas, estabelecendo parcerias com
diferentes organizações científicas para o
desenvolvimento de novas terapêuticas, é
o caminho que nos permitirá continuar a
crescer no futuro.
JM | Como se define, enquanto líder?
RL | O meu trabalho e a minha missão pas-
sam muito por ajudar a minha equipa a ser
bem-sucedida. Quando cheguei a Portugal,
a Takeda Portugal era composta por nove
pessoas. No final de 2017, somos 25. O que
pretendo é que os nossos colaboradores pos-
sam olhar para trás dentro de dois ou três
anos e pensar: “Esta foi uma das melhores
experiências profissionais que já tive”.
O meu trabalho, enquanto líder, passa por
motivar a minha equipa, traçar uma visão
clara dos objetivos, permitir que cresçam tem ensaios clínicos a decorrer em Portugal e dados… Sermos capazes de adicionar este
e que sejam bem-sucedidos. Muitas vezes é interage com os key opinion leaders (KOL) por- tipo de valor à relação com os médicos faz
difícil, porque significa ficar de fora dos pro- tugueses em Gastrenterologia e Oncologia. da Takeda um melhor parceiro.
jetos, não poder pôr a mão na massa. Passamos muito tempo a ouvir os médicos,
De um ponto de vista de filosofia de lide- procurando perceber quais as suas necessi- JM | A responsabilidade social é uma
rança, também tenho a preocupação em ser dades e aquilo em que nós, como parceiros, prioridade para a Takeda? Que trabalho
um exemplo através daquilo que digo, mas podemos efetivamente ajudá-los. Também tem vindo a ser desenvolvido neste con-
sobretudo daquilo que faço. Eu posso falar procuramos investir em educação e forma- texto pela companhia?
da importância de ter sempre o doente no ção médica. É esta a nossa estratégia. Não RL | A responsabilidade social é, sem dúvi-
centro da decisão, mas se não for capaz de podemos ter uma postura de simplesmente da, uma prioridade para a Takeda, quer a
traduzir isso através das minhas ações é chegar a um mercado, apresentar um pro- nível global, quer a nível nacional.
apenas um conceito vão. Como tal, procu- duto e tentar vendê-lo. Temos que nos ques- Em Portugal, apoiámos recentemente os
ro passar o maior tempo possível com os tionar que serviços podemos providenciar Bombeiros, na sequência dos incêndios flo-
nossos parceiros e clientes, com médicos e aos nossos clientes e parceiros. restais que afetaram diretamente alguns
doentes, de forma a ser um exemplo positi- Estamos atualmente a explorar a oferta de dos nossos colaboradores.
vo para a minha equipa. serviços inovadores em áreas como a On- Também temos vindo a apoiar a Terra
cologia ou a doença inflamatória do intes- dos Sonhos, uma organização que com o
JM | Como entende que deve ser a relação tino (DII), procurando ajudar os médicos a seu trabalho consegue efetivamente fa-
da Takeda com os médicos? melhorar a prestação de cuidados aos seus zer a diferença na vida de crianças com
RL | Deve ser uma relação de trabalho em par- doentes. Pode ser através de uma app ou de doenças terminais, o que é francamente
ceria, nas suas mais diversas formas. A Takeda uma outra solução para a integração de cui- recompensador.
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Dezembro 2017

