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garantir  a  sua  reutilização;  revisão  do                       cassez dos mais diversos recursos, em
          conhecimento, com estipulação dos                                  prol  da  eficiência  e  sustentabilidade
          recursos e processos necessários à re-                             dos sistemas de saúde (Cruz, 2013; Fre-
          visão, armazenamento e segurança do   Embora tenha                 derico e Cruz, 2015).
          conhecimento  criado;  reutilização  do   surgido inicialmente     Em Portugal, e num período onde susten-
          conhecimento, estipulando-se o modo                                tabilidade económica e medidas econo-
                                              em setores de
          como os atores organizacionais devem                               micistas imperam no SNS, a implemen-
          procurar conhecimento e reutilizá-lo,   mercado altamente          tação de programas de GC apresentam-se
          clarificando  processos  de  transferên-  competitivos,            cada vez mais como uma alternativa viá-
          cia de conhecimento entre os mesmos;                               vel e promissora que podem constituir
          vitalidade da base de conhecimentos,   actualmente a gestão        uma eventual opção estratégica (Cruz,
          esclarecendo-se os processos de arma-  do conhecimento             2013). Segundo a autora, são várias as
          zenamento, segurança e integridade da   apresenta-se como          vantagens que advêm da implementa-
          base de conhecimentos atual, assim                                 ção da GC em instituições em saúde, en-
          como a utilização da  mesma  em fun-  uma necessidade              tre elas: o apoio à tomada de decisão dos
          ção das alterações do meio envolvente;   operacional transversal   profissionais; a redução dos erros clínicos
          e monitorização do meio envolvente,                                e, consequente, diminuição dos custos
          no sentido de assegurar que o progra-  a qualquer organização      associados aos mesmos; fomento à coo-
          ma de GC encontra-se perfeitamente                                 peração entre profissionais e estímulo a
          alinhado com a estratégia delineada                                inovação; promoção da melhoria da qua-
          pela organização e constantes pressões                             lidade dos cuidados; promoção da apren-
          internas e externas à mesma.     da pressão constante e crescente para   dizagem organizacional; promoção de
          Embora tenha surgido inicialmente em   aumentar a produtividade e diminuir   uma prática baseada na evidência; pro-
          setores de mercado altamente compe-  os custos associados aos cuidados, com   moção da difusão das melhores práticas
          titivos, actualmente a GC apresenta-se   flexibilidade e prontidão de resposta e,   (com um aumento na rapidez das respos-
          como uma necessidade operacional   por outro lado, da procura incessante   tas associado) e melhoria do desempenho
          transversal a qualquer organização. No   de melhoria da qualidade dos cuidados   organizacional na sua generalidade.
          caso concreto das organizações de saú-  e diminuição dos erros clínicos, num   Em Portugal, e no âmbito do setor públi-
          de, o interesse por esta temática advém   período fortemente marcado pela es-  co, a gestão de informação é fortemente



                                                                REVISTA PORTUGUESA DE GESTÃO & SAÚDE • N.º 21  27
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