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qualquer prejuízo para o paciente devido
                                                                                aos efeitos secundários da radiação.
                                                                                No fim do procedimento, o responsável
                                                                                pela monitorização da dose deve efetuar
                                                                                o seu registo no processo clínico do pa-
                                                                                ciente, sempre que os valores limite fo-
                                                                                rem ultrapassados. O paciente é instruí-
                                                                                do  para  informar  o  médico  se  verificar
                                                                                alguma alteração na área irradiada. O
                                                                                seguimento  clínico  é  o  passo  seguinte,
                                                                                caso no autoexame surjam achados de
                                                                                efeitos  determinísticos  (Stecker  et al.
                                                                                2009, Balter 2014).
                                                                                3. RESULTADOS
                                                                                A CPCR deve assegurar um nível adequado
                                                                                de recursos, tais como pessoal, instalações
                                                                                e equipamentos para garantir que há con-
            requisição de novos exames (Heilmaier,                              trolo de qualidade das doses de radiação.
            2017). De  acordo com  alguns autores e                             A monitorização de  dose não se deve
            prática em alguns países, deve ser dado                             cingir à blindagem das instalações e dos
            ao paciente um consentimento informa-                               equipamentos, mas também à monitori-
                                                 A utilização e
            do sobre os efeitos da radiação, em parti-                          zação da radiação. A garantia da qualida-
            cular quando a dose esperada do proce-  disseminação da             de é um componente essencial de qual-
            dimento possa ser elevada (Balter, 2012).  radiação ionizante       quer programa de monitorização.
            Em Portugal, nos procedimentos em que                               A CPCR tem diversos projetos em fase de
                                                 em procedimentos
            é utilizada radiação X, a monitorização                             implementação: garantir a uniformiza-
            da radiação é da responsabilidade do téc-  médicos de               ção das doses pediátricas e o registo das
            nico de radiologia e do radiologista. No   diagnóstico,             mesmas no processo clínico; realização
            CHP encontra-se em fase de implemen-                                de ações de formação multidisciplinares
                                                 terapêutica e rastreio
            tação a notificação da dose pelo técnico                            sobre proteção radiológica; criação de um
            de radiologia, sempre que a mesma exce-  conduziram a um            manual de boas práticas com níveis de re-
            da os valores limite pré-definidos.  aumento considerável           ferência de doses adequados aos equipa-
            Durante os procedimentos em que é uti-                              mentos e procedimentos do serviço.
                                                 da exposição da
            lizada  fluoroscopia  de  forma  dinâmica,                          Encontra-se em fase de implementação
            o utilizador é notificado quando a dose   população. Assim, a       a notificação da dose pelos técnicos de
            no doente atingiu os 2 Gy, valor este que   proteção radiológica    radiologia. Foi criada uma sequência de
            confirma  os  dados  atuais  que  referem                           procedimentos de forma a registar e ava-
                                                 assume um papel
            que as reações da pele podem ocorrer em                             liar  os  efeitos  secundários  da  radiação
            pacientes sensíveis dentro de horas após   preponderante na         ionizante (Esquema 1).
            terem  recebido  essa  dose.  Como  men-  gestão hospitalar         O papel da CPCR é essencial em qual-
            cionado por Stecker et al. (2009) e Balter                          quer organismo que realize procedi-
            et al. (2010) nas unidades que só podem                             mentos  com  radiação  ionizante.  A  Co-
            monitorizar  tempo  de  fluoroscopia,  o                            missão garante a monitorização dos
            utilizador  é  notificado  quando  o  total                         procedimentos radiológicos realizados.
            de  tempo  de  fluoroscopia  atinge  os  30                         Desempenha o papel de supervisão
            minutos, estando referenciado que em                                sobre todos os fatores envolvidos na
            alguns casos podem surgir lesões para                               exposição à radiação, tais como: a pro-
            tempos de exposição de 60 minutos.                                  teção radiológica dos profissionais pré,
            A suspensão de um procedimento devi-                                peri e após os procedimentos; a prote-
            do ao excesso de dose de radiação é pou-                            ção dos pacientes desenvolvendo fer-
            co provável, tal como referem Stecker et                            ramentas para garantir que o princípio
            al. (2009) e Balter (2014), uma vez que o                           ALARA é aplicado; verificar se o regis-
            benefício clínico de um procedimento                                to de dose da exposição é efetuado,
            bem sucedido quase sempre é superior a                              desencadeando um alerta sempre que



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