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ESPECIAL 33.º CONGRESSO DE PNEUMOLOGIA | Jornal Médico
apresentou melhor performance que outros
índices de comorbilidades, além disso, apre-
sentou uma boa capacidade de predizer a mor-
talidade, hospitalizações, número de exacerba-
ções e qualidade de vida ao longo de todos os
estratos de risco”.
“Não é para utilização imediata, uma vez que
são necessários mais estudos de validação, as-
sim como para determinar o seu impacto na
prática clínica, mas penso que dentro de pouco
tempo poderá começar a ser utilizado”, referiu.
IMPORTÂNCIA DA IDENTIFICAÇÃO
E DEFINIÇÃO DAS EXACERBAÇÕES entre si”. Neste sentido, um grupo de peritos hemoptises”. Embora ainda necessite de vali-
reuniu-se para chegar a uma definição con- dação, Filipa Costa considera que rapidamen-
Na perspetiva de Filipa Costa, “outro aspeto sensual, para utilização em ensaios clínicos, te poderá ser utilizado.
muito importante das bronquiectasias são as porém, para a pneumologista “pela sua sim- A pneumologista terminou a sua intervenção
exacerbações, que têm um impacto negativo plicidade, rapidamente poderá ser alargada à com o “problema” da terapêutica: “quase tudo
na sobrevivência, na qualidade de vida e na prática clínica”. o que utilizamos vem da fibrose quística e
função pulmonar, para além de acarretarem A definição para a exacerbação nas bron- aguardava-se o resultado de dois ensaios clíni-
custos importantes”, assim, “a sua identifica- quiectasias, proposta no ensaio «Pulmonary cos que tinham como objetivo avaliar a eficácia
ção e definição são cruciais para uma deteção exacerbation in adults with bronchiectasis: da ciprofloxacina DPI administrada duas vezes
e intervenção precoces”. a consensus definition for clinical research» por dia, por um lado, e ciprofloxacina liposó-
Porém, até agora não existia uma definição é, então, a seguinte: “uma pessoa com bron- mica administrada uma vez por dia, no atraso
consensual do que era a exacerbação nas bron- quiectasia com deterioração em três ou mais para a primeira exacerbação e na diminuição
quiectasias. Depois de realizada uma revisão dos seguintes sintomas, durante pelo menos da frequência das exacerbações”. Os resulta-
da literatura, sugiram 20 definições diferentes 48 horas”, sendo eles “tosse, o volume e a con- dos ainda não foram publicados, mas foram já
de bronquiectasias, revelou, “o que impossibi- sistência da expetoração, a dispneia ou into- apresentados na ATS deste ano e Filipa Costa
lita que os ensaios clínicos sejam comparados lerância ao esforço, a fadiga ou mal-estar e a considera-os “animadores”.
INFORMAÇÕES ESSENCIAIS:
Nome: Pulmiben Lisina Composição: cada saqueta contém 2700
mg de carbocisteína, lisinato mono-hidratado (equivalente a M28SET17
1500 mg de carbocisteína). Contém aspartamo. Excipientes:
ver RCM completo. Forma farmacêutica: pó para solução oral
em saqueta. Indicações terapêuticas: adjuvante mucolítico do
tratamento antibacteriano das infeções respiratórias, em
Carbocisteína, lisinato mono-hidratado presença de hipersecreção brônquica. Posologia e modo de
administração: verter o conteúdo da saqueta em meio copo de
água e agitar bem com uma colher. Crianças dos 2 aos 12 anos:
metade de uma saqueta de 24 em 24 horas. Adultos e
adolescentes: uma saqueta de 24 em 24 horas.
Contraindicações: úlcera gastroduodenal ativa;
MESTRE EM EFICÁCIA hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos
excipientes; crianças com menos de 2 anos Advertências e
precauções especiais de utilização: não se recomenda a
associação de carbocisteína com fármacos que inibem o reflexo
da tosse, já que pode provocar estasis do muco fluidificado e
dificultar a expetoração. O aumento da expetoração, que se
pode observar nos primeiros dias de tratamento como resultado
da fluidificação das secreções patológicas, é atenuado
progressivamente. Se a sintomatologia persistir por mais de 5
dias ou se se agravar, a situação clínica deve ser reavaliada.
Este medicamento contém uma fonte de fenilalanina
(aspartamo), o que pode ser prejudicial em indivíduos com
fenilcetonúria. O medicamento não está contraindicado nos
doentes diabéticos. Interações medicamentosas e outras
formas de interação: Não se recomenda a administração de
carbocisteína com fármacos antitússicos, como a codeína,
dextrometorfano ou folcodina. O efeito que favorece a
depuração mucociliar produzido pela carbocisteína não é
afetado pela sua administração concomitante com fármacos
com ação anticolinérgica, como o brometo de ipatrópio, brometo
de tiatrópio, agonistas adrenérgicos β2 (salbutamol,
terbutalamina, bambuterol, formoterol, salmeterol) ou
antihistamínicos de primeira geração (clorofeniramina,
dexclorofeniramina). Efeitos indesejáveis: Especial atenção nos
doentes asmáticos pelo risco de provocar broncospasmo.
Nestes casos dever-se-á interromper o tratamento. Pouco
frequentes: diarreia, náuseas, vómitos. Raros: erupções
cutâneas alérgicas e reações anafiláticas, asma, broncospasmo,
dispneia. Muito raros: hemorragia digestiva. Erupções
relacionadas com a dose do medicamento: casos isolados de
dermatite bolhosa tais como Síndrome de Stevens-Johnson e
eritema multiforme. Medicamento não sujeito a receita médica.
Texto elaborado em junho 2015. Para mais informação,
contactar o titular de AIM, ITF Healthvita, Produtos
Farmacêuticos, Lda., Rua Consiglieri Pedroso, 123, Queluz de
Baixo, 2730-056 Barcarena. RCM entregue em separado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 1. Zheng JP, et al. Effect of
carbocisteine on acute exacerbation of chronic obstructive
pulmonary disease (PEACE Study): a randomised placebo
controlled study, Lancet 2008; 371:2013-8. 2. L. Allegra et al.,
Prevention of Acute Exacerbations of Chronic Obstructive
Bronchitis wih Carbocysteine Lysine Salt Monohydrate: A
Multicenter, Double-Blind, Placebo-Controlled Trial, Respiration
1996:63:174-180.
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EFICÁCIA PROVADA NA REDUÇÃO DAS EXACERBAÇÕES DOS DOENTES
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(1.500 MG CARBOCISTEÍNA) (1,2) Janeiro 2018 • Fax: 21 434 25 37 • www.italfarmaco.pt

