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ção e do aprimoramento de técnicas e cialização do mesmo, que no caso da Eu-
processos de produção (OCDE, 2005). ropa é feito à Agência Europeia de Medi-
A IF gera valor ao inovar, mas com mui- camentos. Há casos em que se realizam
to investimento e risco. Os fármacos são O acesso a estudos “pós-comercialização”, com o
sujeitos a processos de investigação, tes- objetivo de recolher dados adicionais
medicamentos
tados e ensaiados, sendo que só depois dos benefícios do fármaco, ou dos efeitos
de passadas várias fases são testados em inovadores tem secundários a longo prazo, não previstos
animais e humanos. sido promovido inicialmente.
O processo de desenvolvimento de no- No mundo do medicamento são realiza-
vos medicamentos desenvolve-se numa em Portugal. No dos milhares de ensaios clínicos (Parexel,
primeira fase em laboratório e em estu- entanto, os custos 2005). Estes ensaios custam milhões de
dos com animais. Este é o período em acrescidos com euros à IF e por vezes podem mesmo não
que decorre a descoberta e os testes pré- gerar qualquer lucro (DiMasi, Hansen
-clínicos. Em seguida, inicia-se um novo estes medicamentos & Grabowski, 2003). Assim, está claro o
período, o dos ensaios clínicos, onde, por e os gastos já risco que a IF corre, ao tentar desenvol-
testes controlados, se pretende avaliar a ver ou melhorar um produto. Podemos
segurança e a eficácia do fármaco. Este existentes com a mesmo falar do risco de inovação, já que
período decorre, por norma, em três fa- comparticipação decorre de uma tentativa frustrada de
ses: gerar valor.
dos restantes
- Fase I, com a duração de 1-2 anos, que O elevado investimento na inovação do
fármacos poderiam
tem como objetivos a determinação da medicamento tem de ser coberto, pelo
dosagem e da segurança. Por norma a pôr em risco a que os lucros têm efetivamente que
amostra é de 20 a 100 pessoas; compensar os custos de desenvolvimen-
sustentabilidade do
- Fase II, com duração aproximada de to. Daqui resulta o elevado valor de mer-
setor. Deste modo,
2 anos, que tem por objetivos avaliar a cado dos medicamentos inovadores (Bar-
eficácia e investigar os efeitos secundá- foram tomadas ros, 2013). Contudo, este facto causa um
rios dos medicamentos. É aplicada a uma problema para as contas públicas de um
posições firmes na
amostra que varia entre os 100 e os 500 sistema de saúde como o português, que
indivíduos. política de saúde para tem na sua base um SNS, que compar-
- Fase III, com o objetivo de confirmar a evitar esta rutura ticipa, em grande parte, a despesa com
eficácia e monitorizar reações adversas, medicamentos.
tem habitualmente a duração de um pe- A despesa pública com o medicamento
ríodo mínimo de três anos e é aplicada a atingiu um ritmo de crescimento que
mais de 1.000 indivíduos, podendo atin- apontava para a rutura e insustentabi-
gir até 5.000 (Spilker, 2006). lidade do sistema. O desenvolvimento
Após passar nas várias fases, a empresa da IF com medicamentos inovadores, o
que desenvolve um novo produto tem aumento da longevidade da população
de pedir uma autorização para a comer- e o crescimento da doença crónica, são
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