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Quadro 1: Encargos do SNS e dos utentes com medicamentos em ambulatório (em milhões de euros)

                                              2011          2012          2013           2014          2015
                      Encargos SNS           1325,99       1173,08       1160,22        1170,35       1182, 18
                     Encargos Utentes        798,57         682,57        689,48        702,69        709,76

                       Embalagens            139,85         140,02        149,09        153,02        154,96
                                                                                                   Fonte: Infarmed (2016)


            4. EFEITOS DAS MEDIDAS DE         uma poupança real de 88,81 M€, ou   regista-se um aumento de 13,17 mi-
            SUSTENTABILIDADE NA DESPESA       seja, de aproximadamente 12% da des-  lhões de embalagens dispensadas, o
            COM MEDICAMENTO NO SNS            pesa inicial. Por seu lado, o encargo do   que  evidencia  a  eficiência  económica
            A implementação das medidas desen-  SNS com a comparticipação do medi-  das medidas de controlo da despesa no
            volvidas, entre 2011 e 2015, geraram,   camento dispensado em ambulatório,   medicamento. Neste sentido, são apre-
            num  curto prazo,  uma redução  de 496   passou de mais de 1,326 M€ para 1,182   sentados no quadro alguns valores so-
            milhões de euros. O Quadro 1 apresen-  M€, o que representou uma redução   bre o medicamento.
            ta os principais resultados da poupança   na ordem dos 144,81 M€, equivalente   Através de uma atenta leitura do quadro,
            efetiva para os utentes e para o Estado   a 10,9%.                  verifica-se  a  variação  positiva,  em  cada
            (Serviço Nacional de Saúde).      No entanto, repare-se que as reduções   ano, no aumento do consumo. Regista-
            Os utentes dispensavam um total de   nos gastos não são acompanhadas de   -se também uma redução gradual do
            798,57 M€ em 2011, valor que foi redu-  uma quebra no consumo. Pelo contrá-  custo para o utente, que passou de um
            zido para 709,76 M€, o que significou   rio, para o mesmo período de tempo   valor médio de 5,71 € embalagem, em
                                                                                2011, para 4,58 € em 2015. No mesmo
                                                                                sentido evoluiu a poupança da compar-
                                                                                ticipação do SNS por embalagem, que
                                                                                passou de 9,48 € para 7,63 €. Com estes
                                                                                valores pode referir-se que, com a imple-
                                                                                mentação de medidas de promoção de
                                                                                eficiência e controlo na prescrição e dis-
                                                                                pensa de medicamentos, se conseguiu
                                                                                uma poupança efetiva de 1,13 €/emba-
                                                                                lagem para o utente e de 1,85 € para os
                                                                                cofres públicos.
                                                                                O atual Governo, no sentido de dar con-
                                                                                tinuidade à política do medicamento, de-
                                                                                finiu no seu Programa do Governo:
                                                                                - A promoção da utilização racional e
                                                                                segura do medicamento reforçada com
                                                                                o desenvolvimento de um Programa Na-
                                                                                cional para a literacia e autocuidados;
                                                                                - A promoção de uma política sustentá-
                                                                                vel na área do medicamento de modo a
                                                                                conciliar o rigor orçamental com o aces-
                                                                                so à inovação terapêutica, através de:
                                                                                a) Revisão dos mecanismos de dispensa
                                                                                e comparticipação de medicamentos dos
                                                                                doentes crónicos em ambulatório;
                                                                                b) Promoção do aumento da quota do
                                                                                mercado de medicamentos genéricos,
                                                                                tendo em conta a margem para a baixa
                                                                                de preço que subsiste;
                                                                                c) Promoção da investigação e da  pro-
                                                                                dução nacional no setor medicamento
                                                                                (Portugal, 2015).



             10   REVISTA PORTUGUESA DE GESTÃO & SAÚDE • N.º 21
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