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Quadro 2: Análise de valores sobre medicamentos, por embalagem

                                              2011          2012         2013          2014         2015
                 Nº de Embalagens (milhões)  139,85        140,02        149,09       153,02        154,96
                   Δ Anual do consumo          -           +0,12%       +6,48%        +2,64%        +1,27%
           Preço médio por embalagem para o SNS (euros)  9,48  8,38      7,78          7,65          7,63
             Δ Anual do preço médio por embalagem    -     -11,64%       -7,11%       -1,72%        -0,26%
                      para o SNS
          Preço médio por embalagem para o utente (euros)  5,71  4,87    4,62          4,59          4,58
             Δ Anual do preço médio por embalagem    -     -14,63%       -5,13%        -0,7%        -0,21%
                      para o SNS

                                                                                                Fonte: Infarmed (2016)




          5. CONCLUSÃO                     tos. O exemplo abordado neste texto   dicamentos inovadores, promovendo
          Como resposta à pergunta de partida   ilustra esta realidade.      o acesso a quem deles necessita e, em
          e  focando  o  setor  da  saúde, em  par-  Em Portugal, apesar da inovação te-  simultâneo, controlar os custos com o
          ticular, pode entender-se que o au-  rapêutica e do aumento do consumo   medicamento para o utente e para o
          mento de custos decorrente da ino-  de medicamentos, foi conseguido um   erário público.
          vação tecnológica, quando alinhado   controlo e uma redução de custos para   Apesar dos resultados positivos, a políti-
          estrategicamente com as medidas   o SNS. Para tal contribuíram os com-  ca de saúde não deve estagnar este cami-
          promotoras de sustentabilidade, forte   promissos  de  sustentabilidade  assina-  nho. Deste modo, o atual executivo es-
          regulação e planeamento em saúde,   dos com a IF e uma nova visão da po-  tabeleceu como meta no seu Programa
          pode produzir efeitos positivos no au-  lítica do medicamento. Graças a estes   do Governo, a promoção de uma política
          mento da oferta e na redução de cus-  processos foi possível introduzir me-  sustentável na área do medicamento.







          NOTAS
          1. O Infarmed e a DGS elaboraram um conjunto de Normas de Orientação Clínica direcionadas para o setor do medicamento. A adoção destas normas permitiu ao SNS:
          - Obter ganhos com base na evidência científica;
          - Promover boas práticas clínicas;
          - Ganhos de eficiência com redução de custos;
          - Aumento da qualidade (Ministério da Saúde, 2015).

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                                                                REVISTA PORTUGUESA DE GESTÃO & SAÚDE • N.º 21  11
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