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Jornal Médico | ATUALIDADE TERAPÊUTICA
SIMPÓSIO GSK
DPOC: IMPORTAR A INOVAÇÃO TERAPÊUTICA
PARA A PRÁTICA CLÍNICA
A inovação no tratamento da doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) foi o fio condutor
das apresentações do simpósio organizado pela GSK no âmbito do XXXII Congresso de
Pneumologia, que decorreu a 12 de novembro, no Algarve. Moderada pela Dr.ª Fernanda
Capelo, a sessão intitulada “Bringing innovation to respiratory” contou com a participação
do Dr. Adam Hawkins, Dr. Ian Naya e Dr.ª Elsa Fragoso, que abordaram, respetivamente,
os marcos históricos no tratamento da doença respiratória, as novidades decorrentes
do Congresso ERS 2016 em termos de dupla broncodilatação na DPOC e a translação de
conhecimento entre investigação científica e prática clínica.
atualmente em três grupos de tratamento –
FF/VI, FF/umeclidínio (UMEC) /VI e UMEC/VI
– propõe-se a analisar o impacto da terapêu-
tica na redução de exacerbações na DPOC.
Em jeito de conclusão, o Dr. Adam Hawkins
salientou a importância de, no futuro, se
manter o trabalho conjunto entre centros
académicos e indústria farmacêutica, em
prol da inovação. Referiu, ainda, que a GSK
continuará a investir em investigação e a de-
senhar estudos com o objetivo de “redefinir o
cenário para o controlo da asma e da DPOC”.
GOLD: DUPLA BRONCODILATAÇÃO
EM DOENTES SINTOMÁTICOS
O diretor científico da GSK, Dr. Ian Naya, foi
ao Algarve partilhar algumas das novida-
des do Congresso da European Respiratory
Society (ERS), que decorreu em Londres, no
início de setembro.
As inovações terapêuticas que a GlaxoSmi- ços de tratamento foram quatro: fluticasona O responsável começou por salientar que as
thKline (GSK) tem trazido à área respira- (FF)/vilanterol (VI), FF, VI ou placebo. Uma guidelines da GOLD recomendam “terapêu-
tória – desde o Ventilan em 1975, até ao vez que os ensaios clínicos randomizados tica dupla com LAMA + LABA em doentes
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portefólio Ellipta , com o Relvar (2014), o são desenhados para responder a questões com sintomatologia acentuada”, para de
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Anoro (2015) e o Incruse (2016) – foram específicas, mas não refletem a “vida real”, o seguida lembrar os resultados do estudo
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passadas em revista pelo responsável da Dr. Adam Hawkins apresentou o estudo open- ECLIPSE (Evaluation of COPD Longitudinally
Área Médica da companhia na Europa, Dr. -label, o SLS COPD, com o objetivo de compa- to Identify Predictive Surrogate Endpoints),
Adam Hawkins. rar a eficácia e a segurança de FF/VI com a os quais mostraram que, em doentes com
O palestrante abordou, ainda, alguns estu- escolha terapêutica nos cuidados de saúde DPOC moderada, os que têm maior risco são
dos recentes como o SUMMIT (Study to Un- primários (CSP) em doentes com DPOC. Os os que apresentam maior número de sinto-
derstand Mortality and MorbidITy), o SLS CSP optaram por uma terapia de antagonis- mas e não os que têm um risco de exacerba-
COPD (Salford Lung Study COPD) e o IMPACT ta muscarínico de longa ação (LAMA) e/ou ção aumentado, explicou. No referido estu-
(InforMing the Pathway of COPD Treatment). β-2 agonistas de longa ação (LABA) em 12%, do, verificou-se que a taxa de internamento
O estudo SUMMIT teve como objetivo ava- por um regime com corticoides inalados foi maior nos grupos de doentes com sin-
liar se a terapêutica combinada teria uma (ICS) + LABA ou LAMA em 88%, sendo que tomas aumentados e elevado risco de exa-
melhoria na sobrevivência. Para tal, anali- 54% foram submetidos a terapêutica tripla. cerbação, seguido do grupo com sintomas
sou um grupo de doentes com DPOC, cujas Apurou-se uma redução de 8,4% na taxa de aumentados e baixo risco de exacerbação.
idades estavam compreendidas entre os 40 exacerbações moderadas/severas nos doen- Quanto à sobrevivência, estes dois grupos
e os 60 anos, com moderada limitação de tes medicados com FF/VI, comparativamen- apresentaram os valores menores. Desta
fluxo aéreo e um historial ou risco aumenta- te à escolha terapêutica dos CSP. forma, sugeriu o preletor, “a terapêutica
do de doença cardiovascular (DCV). Os bra- Por sua vez, o estudo IMPACT, a decorrer deve ser individualizada não só nos doen-
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Março 2017

