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jornal médico | esPeciaL – xxiv congresso De PneumoLogia Do norte
médico, para quem o desinvestimento su-
cessivo na Saúde Pública é uma das prin-
cipais causas da situação atual em termos
de controlo de infeção.
De acordo com António Sarmento, a pre-
venção e controlo dos surtos de infeção
hospitalar assenta em três pilares: vigi-
lância, interrupção da disseminação (la-
vagem das mãos, isolamento dos doentes
e atenção ao ambiente) e modificação do
risco. Há ainda que ter em conta, subli-
nha, “os três is do surto”: informar, isolar
e implementar.
A informação é a primeira peça deste puz-
zle e prevê a comunicação dos casos exis-
tentes a uma estrutura central, que neste
caso será a Comissão de Controlo de Infe-
ção. A implementação de medidas gerais
(ver caixa) não pode ser isolada das po-
líticas de modificação do risco, adverte o
pneumologista do Hospital de São João.
Estas, adianta, assentam numa política
de antibióticos individual, visando “au-
mentar as possibilidades de cura, mini-
mizar efeitos laterais e conter/diminuir
as resistências”; institucional, através da
levofloxacina (lfx) formação dos profissionais, revisão da
Grupo a utilização dos antibióticos, revisão dos
fluoroquinolonas moxifloxacina (mfx) padrões de resistência e revisão de pro-
ofloxacina (ofx)/Gatifloxacina (Gfx)
cedimentos de controlo de infeção; e na-
cional/internacional, com a preocupação
do rácio de recursos humanos dedicados
amicacina (am) ao controlo da infeção, revisão por cada
Grupo b Capreomicina (Cm) hospital dos seus procedimentos de con-
trolo de infeção, e um alerta a propósito
Injetáveis de 2.ª linha Canamicina (Km) da utilização de antibióticos na indústria
Estreptomicina (S) agropecuária.
No entender de António Sarmento, os
principais obstáculos a um controlo efi-
caz da infeção em Portugal são a escas-
Etionamida (Eto)/protionamida (pto) sez de recursos humanos e as instalações
Grupo C Cicloserina (Cs)/Terizidona (Trd) hospitalares inadequadas. Uma realidade
Nucleares de 2.ª linha Linezolido (Lzd) que, na opinião do clínico, “não é assumi-
da pelo poder político, a quem cabe a res-
Clofazimina (Cfz) ponsabilidade de otimizar as condições
técnicas e organizacionais em saúde”.
Pirazinamida (PZA) medidas gerais a implementar no combate
d1 Etambutol (E) a surtos infeciosos
Isoniazida em alta dose (Hh)
> Identificação dos casos por vigilância ativa;
> Isolamento e início de precauções de contato;
Grupo d d2 bedaquilina (bdq) > Reforço das precauções padrão e descolonização;
adicionais delamanida (dlm)
> restrição da deslocação de doentes;
> alta logo que possível;
> alerta no processo do doente;
ácido p-aminossalicílico (paS) > laboratório de microbiologia;
d3 Imipenem (Imp)/meropenem(mEm) + ácido Clavulânico > Limpeza e descontaminação dos equipamentos;
Tioacetazona (T) > Limpeza e desinfeção do ambiente;
> Educação e treino do pessoal.
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