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Jornal Médico   |  ATUALIDADE TERAPÊUTICA



         11.  JORNADAS DE PREVENÇÃO DO RCV PARA MEDICINA FAMILIAR
            as
         CONVERGÊNCIA DE INTERESSES PARA O



         DIABÉTICO COM DISLIPIDEMIA: PONTO NOS “ii”







         A prevenção cardiovascular no idoso deu o mote para o simpósio promovido pela Tecnimede,
         no âmbito das 11.  Jornadas de Prevenção do Risco Cardiovascular para Medicina Familiar,
                            as
         que decorreu a 23 e 24 de junho, no Centro de Congressos Santa Eulália, em Albufeira. A
         sessão contou com a participação do Dr. Pedro Marques da Silva que, numa apresentação
         dedicada ao tema da eficácia e segurança cardiovascular no controlo da glicemia, destacou
         o perfil de segurança e tolerabilidade favorável da alogliptina no contexto do tratamento
         do idoso diabético. Por sua vez, o Dr. Alberto Mello e Silva abordou a importância de outras
         lipoproteínas para além do c-LDL no contexto do risco cardiovascular, enquanto o Dr. Carlos
         Aguiar partilhou a melhor forma de abordar o doente com dislipidemia aterogénica.















































         A diabetes no idoso é, no entender do inter-  Há fatores que influenciam a intolerância à   a  diabetes  incidente  e  a  diabetes  de  longa
         nista do Hospital de Santa Marta (HSM), Dr.  glicose no idoso, aponta o especialista. Desde   duração”.  O  primeiro  corresponde  aos  in-
         Pedro Marques da Silva, “um tsunami silen-  logo: “a diminuição da função das células-β,   divíduos que se tornam diabéticos quando
         cioso”  (Marques  da  Silva  P,  Da  insulina  ao  a redução da massa de células-β, o aumen-  atingem  idade  avançada,  apresentando,
         pâncreas  artificial,  2016:  62-3  PREVADIAB   to da gordura visceral, a redução da massa   habitualmente,  valores  mais  baixos  de  he-
         – SPD, 2016), mas há quem a tenha já apeli-  muscular,  a  disfunção  mitocondrial,  a  me-  moglobina glicada, maior probabilidade de
         dado de “diabetes tipo 3”, em grande parte   nor concentração de adiponectina, a maior   resposta  aos  antidiabéticos  orais,  menor
         devido  à  sua  fisiopatologia  particular,  que  concentração de TNF-α, a menor concentra-  prevalência  de  complicações  crónicas  da
         se carateriza por “heterogeneidade fisiológi-  ção de IGF-1, a redução da concentração de   diabetes,  presença  de  comorbilidades  e  de
         ca, maior resistência à insulina e menor se-  leptina, a inatividade física e a alteração do   síndromes  geriátricas.  Já  o  segundo  tipo  é
         creção de insulina (em parte diabetes tipo 2,  metabolismo lipídico”.           marcado pela complexidade da abordagem
         em parte diabetes tipo 1), bem como fatores   De  acordo  com  o  Dr.  Pedro  Marques  da   terapêutica,  pelo  descontrolo  metabólico
         genéticos e ambientais moduladores”.    Silva,  “há  dois  tipos  de  diabetes  no  idoso:   frequente e maior necessidade de insulino-


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