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jornal médico | rePortagem
“pensar o futuro” da Hepatite C foi o tema da
mesa-redonda que reuniu Henrique Luz Rodrigues,
Isabel aldir e rui tato marinho, num debate
moderado pela jornalista Clara de Sousa
CoNCluSõES foram aprESENtadaS No O debate em torno da Hepatite C juntou, no
passado dia 14 de março, profissionais, autori-
ENCoNtro “HEpatItE C, pENSar o futuro” dades, grupos de ativistas, entre outros inter-
venientes. Na sessão de abertura, a professora
Estudo da ENSP propõe associada da Escola Nacional de Saúde Pública
da Universidade Nova de Lisboa (ENSP/UNL),
Ana Escoval, evidenciou a urgência de não
plano estratégico para perder tempo perante a possibilidade de curar
doentes infetados pelo vírus da Hepatite C
(VHC), defendendo a corresponsabilidade das
erradicar Hepatite C organizações e dos profissionais dos diferentes
setores nesta tarefa.
Clara de Sousa, jornalista e moderadora do
até 2030 debate, recordou que muitos doentes sofrem
“sequelas recorrentes de anos de infeção que
a cura não resolve”, sublinhando que o Servi-
ço Nacional de Saúde “trata todos os doentes,
mas há grupos de risco que ficam de fora”.
A partir do modelo da OMS, o estudo da Escola Nacional de “Não chega tratar ou curar o VHC no fim da
Saúde Pública propõe-se a adaptar a proposta daquela entidade linha”, exortou.
para enfrentar a infeção pelo vírus da Hepatite C com vista à sua De acordo com Rute Simões Ribeiro, investi-
erradicação até 2030. Foram tomados em consideração fatores como gadora que apresentou os resultados do estu-
do “Desenho do futuro: Portugal sem VHC”, o
o contexto do país, a natureza e a dinâmica das hepatites virais, as objetivo foi o de “avançar com recomendações
populações afetadas, a estrutura e a capacidade dos sistemas de e propostas que contribuam para o desenho
saúde e comunitários. As conclusões foram apresentadas por Rute de um plano para o diagnóstico, tratamento e
Simões Ribeiro num encontro que teve lugar no passado dia 14 de acompanhamento dos doentes infetados, com
ações concretas, que resultem de uma aborda-
março, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, e que contou gem integradora dos diferentes setores do sis-
com o patrocínio da farmacêutica AbbVie. tema com implicações na gestão do VHC”.
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Março 2017

